As espécies Cherax mosessalossa e C. alyciae de lagostins do gênero Cherax foram descritas na Indonésia.
A ilha da Nova Guiné é uma região muito rica em biodiversidade e lar de muitas espécies de lagostins. Frequentemente são descobertas novas espécies desses pequenos crustáceos de água doce. Recentemente foram descritas duas novas espécies, Cherax mosessalossa e Cherax alyciae sp. n., integrantes do maior gênero de lagostas.
Este fascinante gênero é extremamente resistente, habitantes de rios, lagos e riachos, podem inclusive viver fora da água por alguns dias, normalmente, se enterrando em solo lamacento e entrando em estivação, um estado semelhante à hibernação.
Cherax mosessalossa sp. n.
A carapaça desta espécie é lisa e suave com uma camada de “penugem” e alguns espinhos laterais, seus olhos são grandes e pigmentados. Suas garras são azuladas com laterais brancas e algumas partes alaranjadas. Suas pernas são azuladas com manchas amarelas.
Cherax mosessalossa sp. n. foi nomeado em homenagem ao filho do guia da expedição que o descreveu, Marten Luther Salossa, Moses Yorof Salossa, que morreu de malária com apenas 2 anos. Como nome popular foi proposto “Lagostim de Klademak Creek”.
Seu habitat é restrito, em águas rasas com cerca de 20-50cm, com correnteza leve e pH levemente ácido. Vive em substrato de areia e cascalho, se esconde em rochas e detritos.
Vista dorsal facial dos holótipos, (A) Cherax mosessalossa (MZB Cru 4675) (B) Cherax misolicus (C) Cherax warsamsonicus, (MZB Cru 4529). Vista dorsal dos holótipos (D) Cherax mosessalossa sp. n. (MZB Cru 4675) . (E) Cherax misolicus (F) Cherax warsamsonicus (MZB Cru 4529).
Cherax alyciae sp. n.
Esta linda espécie possui a carapaça granulada, sem espinhos, de cor muito azulada, sendo o dorso azul escuro. Suas garras são azuis com margens brancas e tons alaranjados. Suas pernas são azuis escuras com juntas laranjas.
Seu nome Cherax alyciae sp. n. é uma homenagem a Alycia Evanya, filha de Christian Jeffrey (Maju Aquarium) que levou a espécie para ser estudada. É encontrada em pequenos córregos, sem vegetação, vivendo em tocas entre rochas e lama. Os exemplares foram encontrados em água de pH ácido.
Essa espécie já estava presente no hobby sob o nome de Lagostim Blue Kong. Um lagostim lindíssimo!
Mais informações: https://doi.org/10.3897/zookeys.769.26095 por Christian Lukhaup, Rury Eprilurahman e Thomas von Rintelen
A minha mensagem para essas pessoas: PAREM de “DESCOBRIR” animais QUANTO MAIS O HOMEM DESCOBRE MAIS ELE DESTRÓI A NATUREZA!,,,,,,,,,,,,,,,,, PAREM ANTES QUE NÃO SOBRE MAIS NADA!
Olá,
Na verdade a descoberta ajuda a preservar o animal. O maior vilão é a nossa poluição, as construções desenfreadas, o esgoto, o lixo… MUITOS animais são extintos antes mesmo de serem descobertos.
https://www.aquaa3.com.br/2018/02/carnaval-o-efeito-do-glitter-microplastico-no-meio-ambiente.html
https://www.aquaa3.com.br/2014/07/o-verdadeiro-monstro-do-mar.html
No caso do Axolote, você acha que foi a coleta ou a poluição que detonou o habitat natural deles? Hoje em dia só pode ser visto nos aquários (se reproduzem com facilidade) e quem sabe esses aquaristas podem ajudar a retornar ao habitat deles. https://www.aquaa3.com.br/2014/06/extincao-do-axolote-esta-proxima.html